sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PROJETO DE ASSENTAMENTO MILAGRE EM APODI É O ÚNICO SANEADO DO BRASIL

PROJETO DE ASSENTAMENTO MILAGRE EM APODI É O ÚNICO SANEADO DO BRASIL

Na última sexta-feira (25/11) o Assentamento Milagre, em Apodi/RN realizou um Dia de Campo em comemoração aos trabalhos relacionados à implantação do projeto piloto da estação de tratamento de esgoto doméstico viabilizado em parceria com a UFERSA/ UNP e UERN.

Esse projeto iniciou em 2008/2009 a partir de uma parceria estabelecida com o Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar – TERRA VIVA que já tem atuação nessa área há mais de 10 anos. A UFERSA através dos professores Miguel Ferreira Neto e Nildo Dias buscaram viabilizar uma pesquisa que já há algum tempo tinham em mente. Após inúmeras visitas para escolha do local ficou definido esse assentamento e a partir daí as atividades não pararam de acontecer para realização desse tão sonhado protejo. Foram meses de trabalho envolvendo professores, alunos de mestrados e as famílias beneficiárias, mostrando que somente a ação coletiva é capaz de fazer acontecer e transformar o local. Hoje o assentamento está 100% saneado, coisa que não é comum em grande parte das cidades brasileiras. O modelo adotado pelos professores se baseia em experiências exitosas de países europeus que buscam sustentabilidade em suas ações e melhoria na questão ambiental.

Durante a atividade foram apresentados os projetos já desenvolvidos no assentamento, a parte da estação de tratamento bem como a produção de milho e girassol foi explicada pelo Professor Rafael Batista, a produção de flores ornamentais pela Professora Sandra Alves e a produção de forragens (capim elefante) e fruteiras (acerola) pelo assentado Zito.

Logo após foi formada uma mesa solidária composta pelo Professor Miguel Ferreira Neto – representado todos os professores da UFERSA, Antônio Gonzaga Lima – Presidente da Associação de Milagre, Francisco Edilson Neto – Presidente do Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais de Apodi, Cláudia Mota – Centro Terra Viva, Valmir Alves da Silva – Superintendente do INCRA, Gonçalo Filho – Projeto Dom Hélder Câmara, Evandro Mendes – representante do Secretário de Agricultura do RN Betinho Rosado, Eron Costa - representante da Prefeita de Apodi Maria Goreti da Silveira Pinto e José Ivanaldo Xavier – UERN.

Todos os presentes parabenizaram a UFERSA e os parceiros pelo excelente trabalho realizado na área, tendo em vista que os recursos aportados nesse protejo foram mínimos (em torno de R$ 123.000,00) para realizar uma grande ação. Os demais projetos em execução estão sendo financiados por parceiros como o Banco do Nordeste (em tono de R$ 49.000,00) que apostam na ideia, sendo esse um exemplo a ser seguido.

Também estiveram presentes a representante da EMPARN Najara Melo, o querido Padre Theodoro, o Presidente da COOAFAP Irapuan Ângelo, os assentamentos vizinhos Laje do Meio, Portal da Chapada Nova Descoberta e Moacir Lucena e a comunidade de São Francisco.

Para o Professor Miguel o grande resultado é ao final ter relatórios comprovando que foi gerada saúde para a população, relembrou que há cada um real aplicado em saneamento básico diminui quatro reais em saúde publica. “A comunidade tem que ter direito a viver com dignidade e é para isso que precisa ser investido dinheiro publico, temos que acabar com essa ideia de que as famílias do campo tem que viver na lama. Se as pessoas passarem a viver melhor nesse sentido já estaremos satisfeitos, mesmo que não gere nenhuma produção”.

Segundo o professor Rafael na parte de reuso a preocupação foi como aplicar isso de forma sustentável no ambiente sem representar risco para as pessoas que trabalham com essa técnica e sem representar riscos para o produto agrícola que está sendo gerado e que pode ser comercializado. Esse é o grande desafio do projeto!

Ao final do evento o presidente Antônio Macaé agradeceu aos presentes pela participação e o apoio da UFESRA e de todos que contribuíram para a realização desse projeto, aproveitou para fazer solicitação à prefeitura de Apodi com relação à recuperação de estradas, a doação de bomba e a instalação de uma antena celular e lamentou a ausência da prefeita em não ter vindo conhecer tão importante trabalho. No encerramento foi servido um delicioso almoço com produtos da agricultura familiar, tendo-se a certeza que o campo continua sendo um bom lugar para viver e produzir com qualidade.

Enviado por Claudia Mota
http://marmotaapodiense.blogspot.com/2011/11/projeto-de-assentamento-milagre-em.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Entidades da REDE PARDAL estarão reunidas em Messias Targino na sede do Centro Juazeiro


Entidades da REDE PARDAL estarão reunidas em Messias Targino na sede do Centro Juazeiro

As 10 entidades que compõe a Rede Pardal estarão reunidas a manhã dia 30 de novembro na sede do CENTRO JUAZEIRO para discutir estratégias de desenvolvimento da Agricultura Familiar Camponesa do Rio Grande do Norte

Entidades que compõe a Rede Pardal: COOPERVIDA, TERRA VIVA, AACC, TECHNE, CENTRO PE PEDRO, SERTÃO VERDE, PROELO, CPT, CEACRU e o CENTRO JUAZEIRO.

FOCAMPO CONTINUA O DIÁLOGO COM GOVERNO FEDERAL SOBRE O PROJETO DA “MORTE” E PROMETE MUITAS MOBILIZAÇÕES


FOCAMPO CONTINUA O DIÁLOGO COM GOVERNO FEDERAL SOBRE O PROJETO DA “MORTE” E PROMETE MUITAS MOBILIZAÇÕES

Cresce a insatisfação dos movimentos sociais e organizações diante das mais recentes medidas da implantação do Projeto do Perímetro Irrigado com as águas da barragem de Santa Cruz a ser instalado na Chapada do Apodi executado pelo DNOCS.

Os movimentos e Organizações em reunião realizada nestes últimos dias no Fórum do Campo Potiguar – FOCAMPO reafirmou a sua posição de enfrentamento ao Projeto, conseqüente de um modelo falido de Agricultura dita “Moderna”, por isso o FOCAMPO estará atento a qualquer medida de execução do projeto.

Para os Movimentos e Organizações (FOCAMPO), a proposta atual destrói os Agroecossistemas local presentes na Chapada do Apodi, expulsa as famílias camponesas residentes há dezenas de anos, e ainda vai de encontro com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Solidário que tem como principal pilar a Agricultura Familiar Camponesa.

No último sábado (26/11) em Reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República foi reafirmado pelo representante da Presidência que não haverá assinatura da Ordem de Serviço para inicio das obras e que será interlocutor juntamente com o MDA e os Mandatos Federal de Fátima Bezerra e Estadual de Mineiro (PT) do diálogo com o Ministério da Integração Nacional (MIN), a fim de apresentar e aprofundar sobre o Projeto “Pe. Pedro Neefs”, como alternativa de desenvolvimento da região de Apodi, integrando o Vale e Chapada do Apodi.

Diante disso, as organizações do FOCAMPO indicam atividades de Luta e grandes mobilizações para o próximo período em caso do Projeto do DNOCS avançar e as negociações não derem os resultados esperados para a Agricultura Camponesa.

Entre as organizações e movimentos socais que assinam as ações atuais estão: ARTICULAÇÃO DO SEMI-ÁRIDO – ASA POTIGUAR, ASSEMBLÉIA POPULAR (RN), CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT, COMISSÃO PASTORAL DA TERRA – CPT, FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – FETARN, FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS NA AGRICULTURA FAMILIAR – FETRAF, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES – MMM, MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST, MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DOS SEM TERRA – MLST, REDE NACIONAL DE ADVOGADOS E ADVOGADAS POPULARES – RENAP E SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE APODI.

“A Mãe Terra está grávida. Não deixem a esperança morrer...” Ir. Vera Lúcia Palermo (SC)

O Veneno está na Mesa

O Veneno está na Mesa

A ASA em conjunto com todas as organizações do Brasil lança campanha contra os AGROTOXICOS e AFAVOR DA VIDA, impulsionado pelo Documentário: O Veneno está na Mesa. O CENTRO JUAZEIRO está preparando atividades nas comunidades para falar sobre essa campanha.


Este documentário lançado neste ano e dirigido pelo premiado cineasta brasileiro Silvio Tendler alerta sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura brasileira, que atualmente é a recordista mundial no uso desses agentes químicos fornecidos por empresas como BASF, Bayer, Dupont, Monsanto, entre outras. Muitos dos venenos produzidos por estas empresas foram banidos em vários países de todos os continentes, mas no Brasil continuam em uso, inclusive pelos pequenos agricultores, que são obrigados a usar sementes transgênicas e pesticidas para conseguir crédito junto aos bancos.


O filme de apenas 50 minutos faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Ele nos dá uma noção bem abrangente da gravidade do assunto, apontando os riscos ambientais e de saúde pública, além dos históricos interesses econômicos da iniciativa pública e privada neste setor.





Logo no início, o filme traz o alerta de que “desde 2008, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos”. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas estão proibidos em quase todo o mundo, devido ao risco que representam à saúde humana e ambiental. O uso de agrotóxicos é parte do modelo do agronegócio e só quem lucra com isso são as transnacionais fabricantes dos venenos.



Em contraponto a esse modelo, são abordadas as possibilidades de produção sem a utilização de venenos. Como exemplos, estão pequenos agricultores que produzem alimentos saudáveis através da agroecologia. 

Fabrício Edino - Engº Agrônomo - CENTRO JUAZEIRO
Segundo Fabrício Edino do CENTRO JUAZEIRO traballhar a AGROECOLOGIA  é princípio básico da nossa equipe.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Encontro Estadual de Agricultores(as) Experimentadores(as)


Encontro Estadual de Agricultores(as) Experimentadores(as)

A ASA Potiguar está realizando desde ontem no Município de ASSU o Entro Estadual de Agricultores Experimentadores, diversas temáticas importantes de fortalecimento da Agricultura Familiar de base Camponesa estão sendo trabalhadas. Durante o dia de ontem foi bastante discutido os temas de Agroecologia e Economia Solidária, com a participação e Colaboração de Raniere Barbosa do SEAPAC, Lidiane da AACC e Fabrício Edino do CENTRO JUAZEIRO. Foram momentos de muita riqueza e aprendizagem para as organizações e para os trabalhadores.

Hoje está acontecendo outro momento especial, com a temática do “O Impacto dos Monocultivos Irrigados e o Uso Indiscriminado de Agrotóxicos” com a Professora RAQUEL RIGOTTO.
Fabrício Edino - Centro Juazeiro (Temática Transição Agroecológica)

Raquel Rigotto é professora e pesquisadora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Coordenadora do Núcleo Tramas - Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, Raquel contesta o modelo de desenvolvimento agrícola adotado pelo Brasil e prevê que para as populações locais restará a "herança maldita" do agronegócio: doenças e terra degradada.
Desde 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos para se tornar o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, é também o principal destino de agrotóxicos proibidos em outros países.

Segundo Raquel Rigotto O uso dos agrotóxicos não significa produção de alimentos, significa concentração de terra, contaminação do meio ambiente e do ser humano.

Esse Encontro tem a Organização da COOPERVIDA, CPT e FETRAF